O Que é Trombofilia na Gravidez? Quais os Sintomas? Tratamentos!

A trombofilia é uma anomalia que pode trazer complicações para qualquer pessoa acometida por ela. No entanto, em mulheres grávidas ela pode ser potencialmente perigosa.

Então, se você quer saber um pouco mais sobre essa condição, como ocorre, suas causas, tratamentos e detalhes, continue lendo e descubra tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Vamos lá?!

O que é Trombofilia?

A trombofilia nada mais é do que a situação na qual o paciente apresenta uma maior facilidade na formação de coágulos sanguíneos. Isso aumenta de forma considerável o risco de complicações, tais como AVC, trombose venosa e também a embolia pulmonar.

Sendo assim, as pessoas sob essa condição podem apresentar inchaço no corpo, sensação de falta de ar e também inchaço nas pernas.


Os coágulos formados por esse problema acontecem por um motivo específico. Isso acontece porque a enzimas sanguíneas responsáveis pela coagulação deixam de funcionar corretamente.

As causas desse mau funcionamento pode ser hereditária, por causa de fatores genéticos, ou por causas adquiridas no decorrer da vida. Essas causas adquiridas incluem gravides, câncer, obesidade e o uso de certos medicamentos. Isso inclui os contraceptivos orais.

Tipos

Como foi dito acima, existem diferentes tipos de trombofilia. Alguns tipos provém de causas hereditárias. Já outros ocorrem por causas adquiridas. Normalmente, nesse caso, esses fatores se desenvolvem já na vida adulta.

Os principais tipos de trombofilia hereditária são os seguintes:

  • Deficiência da Antitrombina
  • Deficiência da proteína C
  • Deficiência da proteína Z
  • Resistência APC (APCR)
  • Mutação Fator V Leiden
  • Mutação do gene da protrombina G20210A
  • Mutação da MTHFR (Variante 677>T e 1298A>C)
  • Disfibringenemias
  • Fator IX Elevado
  • Fator XI Elevado

Trombofilia adquirida

  • Síndrome dos Anticorpos antifosfolipides (SAAF)

Principais tipos de Trombofilia mista/ combinada

  • Hiperhemocisteinemia
  • Atividade elevada do fator VIII
  • Aumento do fibrinogênio

um caso de Trombofilia

Causas da Trombofilia?

Como já foi dito anteriormente, as causas do distúrbio de coagulação sanguínea podem ser adquiridas durante a vida ou também hereditárias, sendo transmitidas de pai para filho através dos genes. Sendo assim, vamos conhecer as principais causas da Trombofilia logo a seguir.

Causas adquiridas da Trombofilia:

  • Obesidade
  • Varizes
  • Fraturas dos ossos
  • Gravidez ou puerpério
  • Doenças cardíacas, insuficiência do coração ou infarto
  • Diabetes, colesterol alto ou hipertensão
  • Uso de medicamentos, tais como anticoncepcionais orais ou de reposição hormonal.
  • Ficar acamado por muitos dias, por causa de uma cirurgia ou internamento hospitalar
  • Ficar muito tempo sentado em alguma viagem de avião ou ônibus
  • Doenças auto-imunes, tais como artrite reumatóide, lúpus ou síndrome antifosfolípide
  • Doenças causadas por infecções tais como hepatite C, HIV, sífilis ou malária
  • Câncer

As pessoas que possuem patologias que elevam o risco de desenvolvimento da trombofilia deve realizar um acompanhamento por exames de sangue periodicamente. Mais do que isso, é importante adotar medidas preventivas à patologia. Isso inclui o controle da pressão arterial, do colesterol e do diabetes, bem como não passar muito tempo sentado ou parado em situações de gravides, viagem ou internamento hospitalar.

Causas hereditárias da trombofilia:

  • Deficiência na produção dos principais anticoagulantes naturais do organismo, tais como proteína C, antitrombina e proteína S
  • Alta concentração do aminoácido homocisteína
  • Excesso na produção de proteínas coagulantes do sangue, tais como fibrinogênio e Fator VII.
  • Mutações nas células que fazem a formação sanguínea.

Embora a trombofilia hereditária seja um problema transmitido pelos genes, podem se tomados alguns cuidados para impedir que se formem coágulos. Eles são os mesmos indicados nos casos de trombofilia adquirida.

Nos casos mais severos do problema, o médico hematologista pode indicar o uso de medicamentos com ação anticoagulante. No entanto, isso só deve ser feito depois de uma avaliação individualizada do caso.

Quais os sintomas?

A trombofilia é uma condição que aumenta o risco de formação de coágulos no sangue. Por  isso, os sintomas surgem quando existem complicações em alguma parte do corpo. Veja:

  • Trombose venosa profunda: o sintoma é inchaço em certas partes do corpo, especialmente pernas. Nesse caso, elas ficam quentes, inflamadas e vermelhas.
  • Embolia pulmonar: como ocorre no pulmão, pode causar dificuldade de respirar e falta de ar.
  • AVC: ocorre a perda súbita da fala ou visão e dos movimentos.
  • Trombose no cordão umbilical ou na placenta: pode causar parto prematuro, abortos de repetição e complicações na gestação, tal como pré-eclâmpsia.

Em grande parte dos casos, o paciente não sabe que possui trombofilia. A descoberta ocorre somente quando surge algum dos sintomas acima citados. Também é comum que a trombofilia ocorra em pessoas idosas, visto que a fragilidade da idade facilita o surgimento dos sintomas.

Riscos da Trombofilia na gravidez

Trombofilia na corrente sanguinia

A trombofilia é algo perigoso para as mulheres grávidas e seus bebês. Com ela, o sangue tende a ficar mais espesso, podendo levar ao entupimento das veias da gestante. Esse entupimento pode interromper o fluxo de sangue que alimenta a placenta.

O que acontece é que um entupimento de apenas metade das veias da placenta já faz com que ela comece a se descolar prematuramente. Sendo assim, esse é o principal risco da trombofilia para as mulheres grávidas.

Nos casos mais leves, pode ocorrer a obstrução parcial das veias da placenta. Logo, há uma diminuição do fluxo de sangue e dos nutrientes que vão para o bebê. Justamente por isso é que a trombofilia também está relacionada à diminuição do crescimento fetal.

Já quando ocorre uma obstrução de 90% das veias placentárias, a consequência é o óbito do bebê. Com isso, há um aumento no risco de abortos de repetição, bem como na ocorrência de partos prematuros.

No que diz respeito à saúde da mãe, a complicação mais séria é a embolia pulmonar. Nesse caso, ocorre a obstrução das veias ou artérias pulmonares. Além disso, a gestante que apresenta trombofilia possui uma maior chance de desenvolver um quadro de pré-eclâmpsia.

Como diagnosticar?

Normalmente a suspeita de um quadro de trombofilia se dá pelo surgimento dos sintomas. Já o diagnóstico pode ser feito por um profissional médico clínco geral ou por um hematologista.

Para isso, o profissional deve suspeitar do problema pela história familiar ou clínica do paciente. Além disso, podem ser identificados indícios em exames tais como hemograma, colesterol e dosagem de glicemia. Com isso, é possível confirmar o quadro e determinar qual o melhor tratamento de acordo com cada caso.

Nos casos de suspeita de trombofilia hereditária, em especial quando os sintomas se repetem, o médico ainda pode solicitar um exame de dosagem das enzimas de coagulação sanguínea a fim de verificar seus níveis.

Qual o tratamento da Trombofilia?

O tratamento para a trombofiliadeve ser feito de forma a evitar quadros de trombose. Por isso, deve-se evitar ficar muito tempo parado em viagens, bem como fazer uso de medicação anticoagulante no decorrer de um período pós-cirúrgico ou de internação hospitalar.

O uso contínuo de medicamentos com ação anticoagulante só acontece em casos mais graves da doença. No entanto, para as pessoas que apresentam, sintomas de trombofilia, embolia pulmonar ou trombose venosa profunda, é recomendado o uso desses medicamentos por via oral durante alguns meses. Nesses casos, podem ser utilizados medicamentos como a Varfarina, Heparina ou a Rivaroxabana.

No caso de gestantes, o tratamento deve ser feito com medicamento de ação anticoagulante injetável. Nessa situação é preciso ficar internada por alguns dias.

Trombofilia tem cura?

Não, a trombofiliaé uma doença autoimune, ou seja, ela não tem cura. No entanto, existe tratamento que ajuda a controlar a doença e conviver com ela sem maiores prejuízos.

Pronto, agora você já sabe um pouco mais sobre a trombofilia, o que é, suas causas, sintomas e todos os detalhes sobre essa condição.

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