Teste do Coraçãozinho – Como é Feito? Quais Doenças São Detectadas?

Quando um filho nasce, o maior desejo das mães é que ele tenha saúde e não presente nenhuma doença, no entanto, isso nem sempre acontece e é importante que o problema seja identificado precocemente a fim de oferecer o melhor tratamento possível e é por isso que existe o teste do coraçãozinho.

O fato é que esse teste, assim como o teste do pezinho e da orelhinha, são de extrema importância par a detecção precoce de enfermidades que precisam atenção e tratamento rápido.

Então, para saber mais sobre esse assunto, continue lendo e descubra tudo o que você precisa saber sobre o teste do coraçãozinho. Vamos lá?!

O que é o teste do coraçãozinho?

O teste do coraçãozinho é um exame indolor que deve ser realizado no recém-nascido ainda dentro das 24h/48h de vida. Deve ser feito antes que ele receba alta do hospital, a fim de detectar precocemente a presença cardiopatias congênitas em estado crítico.


O exame obtém o seu resultado avaliando os níveis de oxigênio (saturação) do sangue, utilizando um aparelho denominado oxímetro.

Como é feito o teste do coraçãozinho

Como é feito o teste do coraçãozinho

A avaliação da oximetria de pulso é realizada através de uma fonte de luz e um sensor, que é o oximetro. Ele tem a capacidade de realizar a medicação do oxigênio sanguíneo.

Vale lembrar que a oximetria (teste do coraçãozinho) é um procedimento não-invasivo. Feito com um sensor macio que fica enrolado não mão ou no pulso do bebê, e posteriormente no seu pé.

Quando a luz emitida atravessa a pele ela consegue quantificar a quantidade de oxigênio que está sendo transportado através do sangue. Através disso é possível identificar deficiências no funcionamento do coração.

Esse teste é bastante rápido, durando apenas de 3 a 5 minutos, considerado bastante simples.

Quais as doenças detectadas pelo teste do coraçãozinho

O teste do coraçãozinho tem o poder de identificar algumas enfermidades congênitas que o bebê possa ter, tais como defeitos nas válvulas e buracos no coração, tais como a fenilcetonúria e a biotinidase, que podem levar, inclusive, à anemia falciforme, deficiência mental e também à fibrose cística que são ocasionados por hemoglobinopatias, bem como:

  • Mau funcionamento do sistema respiratório e digestivo.
  • Atraso no desenvolvimento neurológico
  • Hiperplasia adrenal congênita, que afeta a produção de determinados hormônios, tais como cortisol e aldosterona
  • Outros.

Com isso, caso a criança realmente apresente algum tipo de problema, o teste do coraçãozinho aumentaa significativamente a possibilidade da diminuição da mortalidade infantil em cerca de 10% das situações, desde que haja um tratamento adequado após o diagnóstico.

Caso o resultado mostre uma saturação inferior a 95% a criança não deverá receber alta da maternidade. Deve iniciar-se um processo de observação cuidadosa. A realização de exames diagnósticos também se faz necessária para que possa ser instituído o tratamento adequado. Com objetivo de descartar a presença de uma cardiopatia congênita grave.

Importância de realizar o teste

O teste do coraçãozinho que é realizado no recém-nascido é de extrema importância pois pode detectar de maneira precoce qualquer anormalidade. Isso possibilita que a criança receba a assistência adequada da equipe médica, melhorando seu prognóstico.Doenças Detectadas no Teste do Coraçãozinho

No caso da detecção de algum tipo de cardiopatia, a criança é submetida à realização de um ecocardiograma, para que se possa confirmar a condição. Também existe a ultrassom morfológico, que é um exame recomendável durante o período gestacional, especialmente em pacientes de risco, que são:

  • Mulheres com mais de 35 anos de idade
  • Mulheres que já tem outros filhos cardiopatas
  • Gestantes portadoras de lúpus
  • Gestantes portadoras de diabetes

Vale lembrar que o exame é gratuito e que muitos planos de saúde também cobrem a realização do mesmo. Portanto, é só se informar e não deixar de fazer, visto que é muito importante para a criança.

Onde fazer o teste?

Desde 2014 o teste do coraçãozinho se juntou com o teste da orelhinha e o teste do pezinho, que são exames essenciais para a detecção precoce e tratamento de doenças, e já é oferecido gratuitamente pela rede pública de saúde, o SUS.

Sendo assim, toda criança recém-nascida tem o direito de fazer o teste do coraçãozinho antes de receber alta da maternidade, bem como o teste do pezinho e da orelhinha.

Pergunta dos leitores

Quais os valores normais no teste do coraçãozinho?

O resultado da oximetria (teste do coraçãozinho), que mede o oxigênio presente na corrente sanguínea. Deve ser acima de 95% para ser considerado normal e para que o bebê tenha alta da maternidade.

Quais são os valores alterados no teste do coraçãozinho?

Quando o teste do coraçãozinho apresenta uma saturação inferior a 95%, é imprescindível que o teste seja realizado novamente. A fim de descartar a possibilidade de um erro no processo.

Caso o resultado se repita e continue apresentando uma saturação inferior a 95%, que é o mínimo esperado, deve ser realizado um ecocardiograma. Que posteriormente deve ser avaliado por um cardiologista pediátrico, bem como a criança.

Pronto, agora você já sabe um pouco mais sobre o teste do coraçãozinho, como é feito, para que serve e como ele é importante para o bebê e sua família.

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