Pré-Eclâmpsia – O que é? Causas, Sintomas e Fatores de Risco

A pré-eclâmpsia é um quadro gestacional sério e que preocupa diversas famílias e médicos. Isso porque esse quadro pode ser grave e até mesmo fatal. Gera complicações sérias para a mãe e o seu bebê.

Então, se você quer saber um pouco mais sobre a pré-eclâmpsia, continue lendo. Descubra tudo o que você precisa saber sobre o caso.

O que é Pré-Eclâmpsia?

A Pré-eclâmpsia é um distúrbio, também considerada uma disfunção dos vasos sanguíneos, que chega a afetar 5% das gestantes.

Essa condição grave e rara se manifesta somente durante a gravidez, mesmo para pacientes que não tem histórico de doença hipertensiva e outros, aproximadamente depois da 20ª semana da gestação.


Sintomas da Pré-Eclâmpsia

Sintomas da Pré Eclâmpsia

Os sintomas mais comuns da pré-eclâmpsia são a pressão arterial elevada e também a presença de proteína na urina (proteinúria), tendo início por volta das 20 semanas de gravidez. No entanto, é preciso estar atento pois esse quadro pode estar presente mesmo sem esses sintomas.

De fato, o mais comum é que a pré-eclâmpsia apareça somente após a 37ª semana da gestação. Porém, ela pode se manifestar a qualquer momento da segunda metade da gestação, inclusive durante o trabalho de parto ou mesmo depois dele, o que ocorre prioritariamente dentro das primeiras 48h.

Causas da Pré-Eclâmpsia

O fato é que as exatas causas dessa enfermidade ainda são bem pouco conhecidas e não foram estabelecidas. No entanto, o que é sabido é que o quadro está associado à hipertensão arterial, seja ela crônica ou estritamente gestacional.

Quando ocorre algum problema na fecundação também pode ser a causa sempre que não há o correto recebimento de sangue, prejudicando a irrigação da placenta.

Com isso, são desencadeados diversos problemas que tem consequências negativas sobre a gestantes e o feto de uma maneira geral.

Fatores de risco

O desenvolvimento de um quadro de pré-eclâmpsia pode estar associado a alguns fatores de risco, tais como:

  • A primeira gestação da mulher
  • Gestação de múltiplos (gemelar ou trigemelar)
  • Casos de pré-eclâmpsia na família ou em uma gestação anterior
  • Histórico clínico de diabetes
  • Presença de hipertensão arterial crônica
  • Doenças autoimunes, tal como doença celíaca, lúpus e esclerose múltipla
  • Quadro de insuficiência renal (dos rins) crônica
  • Obesidade materna
  • Deficiência das proteínas S ou C
  • Mães muito jovens (adolescentes) ou com idade avançada (mais de 40 anos de idade)

Vale lembrar que é preciso muita atenção pois esse problema é de difícil diagnóstico visto que a gestante não apresenta sintomas físicos específicos, podendo haver algum tipo de confusão com outras doenças.

Riscos da Pré-Eclâmpsia

A pré-eclâmpsia pode se apresentar em um quadro leve ou grave e quando ela é grave, pode causar problemas em diversos sistemas corporais.

Ela age reduzindo o abastecimento de sangue para a placenta, se tornando bastante perigosa para o bebê, limitando o seu desenvolvimento.

Mais do que isso, se o quadro de pré-eclâmpsia chegar a evoluir para o quadro de eclampsia, a pressão arterial ficará demasiado elevada, e a mãe e o bebê estarão sob sério risco.

Isso porque a eclampsia é mais séria e causa convulsões que podem levar ao coma ou até mesmo serem fatais. Lembrando que a eclampsia ocorre sempre para o final da gravidez ou mesmo em seguida do parto.

Uma outra complicação séria decorrente desse quadro é a síndrome de Hellp, que dificulta a coagulação sanguínea e gera outros problemas hematológicos.

Diagnóstico

Caso a gestante já tenha recebido o diagnóstico de pré-eclâmpsia ou tenha casos desses problemas na família, o médico deve solicitar exames para acompanhar o problema ou para saber se esse quadro pode voltar a se repetir.

No entanto, para aquelas mulheres que não possuem esse diagnóstico, mas estão preocupadas com essa possibilidade, é possível conversar com o médico para que ele solicite a realização de alguns exames. Tais como:

  • Aferição da pressão arterial
  • Exames de urina, a fim de identificar a excreção de proteínas
  • Exames sanguíneos para a contagem de plaquetas e para verificar o bom funcionamento de rins e fígado
  • Ultrassom do feto com Doppler, para averiguar a condição do bebê
  • Verificação da frequência cardíaca do feto

Tratamento da Pré-Eclâmpsia

Tratamento Pré Eclâmpsia

O tratamento para solucionar a pré-eclâmpsia nada mais é do que a indução do parto.

O que acontece é que nem sempre o quadro de pré-eclâmpsia acontece em um período no qual o parto possa ser induzido sem que haja prejuízos para o bebê. No entanto, caso a gravidez não seja finalizada, podem haver sérias consequências para a gestante.

Sendo assim, é bastante difícil a decisão de prolongar a gestação ou induzir o parto e ela deve considerar sempre as condições de saúde do feto, da gestante e a idade gestacional.

Em determinados casos pode ser solicitada a internação da mãe para que se faça um acompanhamento bem próximo e cauteloso do problema e sua evolução, levando a gestação pelo máximo de tempo possível, tentando fazer com que se chegue até a 40ª semana.

Embora a hipertensão deva ser controlada, isso não irá interferir nem no desenvolvimento da doença, nem na mortalidade fetal e materna, lembrando que alguns anti-hipertensivos são contraindicados para gestantes.

O mais importante é contar com as orientações de um médico para a realização do controle da pressão, sempre seguindo suas recomendações.

Já para o caso das complicações causadas pela síndrome de Hellp, pode ser prescrito o uso de corticoides, especialmente para acelerar a maturação dos pulmões do feto, que é a principal preocupação nos partos prematuros.

Para evitar as crises convulsivas, o médico pode fazer uso de sulfato de magnésio um pouco antes do parto.

Prevenção

Não existe um método que seja garantido para evitar o surgimento da pré-eclâmpsia. No entanto, o mais seguro é fazer o acompanhamento pré-natal corretamente, cuidar bem da gestação e acompanhar a pressão arterial.

Alguns estudos vêm mostrando que o uso de doses baixas de aspirina, desde o início da gravidez, em alguns casos específicos e risco ou pré-disposição, podem diminuir a frequência dos casos graves de pré-eclâmpsia.

Além disso, para aquelas mulheres que possuem algum fator de risco ou já passaram pelo problema, o mais indicado é que tenham uma gravidez com acompanhamento próximo. Isso a fim de detectar o problema de maneira precoce caso ele venha a acontecer.

Pergunta dos leitores

Tive Pré-Eclâmpsia, posso engravidar de novo?

A pré-eclâmpsia é uma doença que acontece somente na gestação e é mais comum que ela aconteça durante a primeira gravidez.

De fato, o quadro de pré-eclâmpsia em uma gestação anterior não é impedimento para que a mulher engravide novamente. No entanto, o mais indicado é que seja feito um acompanhamento médico cuidadoso e que conte com um bom planejamento, mantendo uma alimentação saudável e atividade física.

Pré-Eclâmpsia pode levar a morte?

Sim, os casos mais graves de pré-eclâmpsia trazem consigo o risco de complicações como coma e morte. No entanto, um acompanhamento cuidadoso do quadro é capaz de minimizar esse risco.

Quais as sequelas que a Pré-Eclâmpsia causa na mãe?

Sim, as mulheres que tiveram pré-eclâmpsia passam a ter um maior risco de AVC. Caso tenham sofrido sérios danos renais existe uma forte possibilidade de que necessitem fazer diálise em um futuro.

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