O Que é Placenta? Descolamento de Placenta e Placenta Baixa? Graus

A placenta é um órgão que se desenvolve na gravidez, tornando possível realizar as trocas entre as circulações sanguíneas da mãe e do feto e que separa hormonas que são indispensáveis à manutenção e evolução da gestação.

O que é a Placenta?

A placenta é um órgão que se desenvolve no primeiro trimestre da gestação, sendo o local que garante que o feto irá receber tudo o que precisa para o seu desenvolvimento.

Ela também atua de extrema importância na proteção contra infecções, além de fornecer o oxigênio para o bebê. A placenta é expulsa depois do nascimento do bebê, nos momentos finais do trabalho de parto.

O órgão durante a gestação realiza as trocas entre as circulações sanguíneas materna e fetal e separa hormonas essenciais para a evolução da gestação (gonadotropina coriónica, hormona lactogénica, progesterona, estrogénios).


No final do primeiro trimestre de gravidez, ela fica completamente formada e unida á parede uterina, onde nos próximos meses até o nascimento do bebê, ela assume por completo a função de fornecer tudo o que o bebê precisa para o seu desenvolvimento.

A placenta vai aumentando acompanhando o crescimento do bebê, chegando a medir até 18 cm de diâmetro no final da gestação, pesando cerca de 470 g.

placenta gravidez

Qual a função da Placenta

Sem a placenta o bebê não consegue receber tudo o que precisa para o seu desenvolvimento, portanto a função do órgão é fundamental durante uma gestação. As suas principais funções são:

  • Realizar as trocas gasosas entre a mãe e o bebê, através do cordão umbilical, pois durante a gravidez o bebê não respira no útero;
  • A placenta nutre o bebê, acompanhando o seu desenvolvimento;
  • Elimina os resíduos produzidos pelo feto;
  • Protege o feto de qualquer tipo de infecção e agressões imunológicas;
  • Realiza a produção de hormonas;
  • Atua como filtro medicamentoso;

Como é formada a Placenta

placenta prévia

Assim que ocorre a implementação do óvulo na parede uterina, as células do ovo partem-se aceleradamente e invadem a muscosa uterina, de modo que os vasos sanguíneos são perfurados, fazendo com que a placenta comece a se formar.

Na maioria dos casos, ela é localizada na parte anterior ou posterior do útero, bem ao fundo. A sua localização é para facilitar a saída do bebê pelo canal de parto e também para a expulsão da mesma na fase final do trabalho de parto.

Grau da Placenta

Por ser um órgão banhado por vários vasos sanguíneos que recebem o sangue rico em nutrientes e o oxigênio do corpo da mãe, passando para o bebê através do cordão umbilical, o orgão ao longa da gravidez passa por várias fases de maturidade, onde são chamadas de grau da placenta.

O grau de maturidade nada mais é do que uma forma de avaliar o desenvolvimento da placenta, que afere-se sobre o bem estar do feto.

O grau de maturidade pode ser calculado numa escala de 0 a 3, sendo que na maioria dos casos, a gravidez não atinge o grau 3.

O grau da placenta é avaliado através da ultrassonografia, que podem ser alterados de acordo com fatores como o tabaco (cigarro), hipertensão arterial (pressão alta) e determinadas infecções que podem contribuir para o envelhecimento do orgão. O grau tem a ver com a sua maturidade, portanto quanto maior for o grau da placenta, mais envelhecida ela está.

Todos os graus

Grau 0: É o grau comum no primeiro trimestre da gestação, onde o órgão possui uma aparência única, sem sinais de calcificação e funciona em pleno.

Grau 1: Comum no segundo trimestre da gestação, onde ela começa a ficar desgastada, tendo uma textura ondulada. Nesse período a placenta consegue enviar os nutrientes e o oxigênio para o feto.

Grau 2: O órgão fica estabilizado, conseguindo se manter entre 35 e 37 semanas ou até mesmo no final da gravidez. Nesse período, a calcificação é mais enfatizada, especialmente na parte onde se liga ao útero.

Grau 3: É o grau máximo da maturidade, onde já se encontra generalizada, porém isso não significa que o parto deve ser antecipado e que não consiga cumprir a sua função na reta final da gravidez. Esse grau de maturidade não ocorre em todas as gestações.

O que é Placenta prévia?

A placenta prévia, também chamada de placenta de inserção baixa se trata de uma complicação na gravidez. Que é causada pelo posicionamento do órgão. Que se forma na parte inferior do útero, cobrindo o colo do útero.

Quando ocorre a placenta prévia no início da gestação, ela é considerada um problema, porém se ela logo no início já estiver perto do colo do útero mais pra frente, pode causar sangramento, o que por sua vez, acaba gerando outras complicações, como até mesmo o parto prematuro.

Tipos

placenta baixa

A placenta previa pode ser classificada em 4 tipos, sendo que os 2 primeiros são os mais comuns:

  1. No primeiro, ela tem inserção baixa, porém não encobre o colo de útero, podendo ser realizado o parto normal.
  2. No segundo, o extremo inferior da placenta consegue encostar na abertura do colo do útero, mas não o fecha. Sendo mais recomendável a cesariana.
  3. No terceiro, o órgão cobre parcialmente a abertura do colo do útero, onde o bebê deve nascer via cesariana.
  4. Ela cobre totalmente a abertura do colo do útero, sendo um parto mais complicado via cesariana.

A placenta prévia poderá ser verificada logo no início da gravidez através da ultrassom. Porém somente a partir do crescimento do feto que poderá ser observado se o órgão irá se afastar do colo do útero. Sendo um problema na hora do parto.

O que é o descolamento da Placenta

O deslocamento de placenta prejudica o suprimento de oxigênio do bebê e dos seus nutrientes. Podendo ocorrer um sangramento grave, se tornando perigoso tanto para o feto, quanto para a mãe.

Quando acontece o deslocamento, que é quando com o crescimento do útero. O órgão fica próxima á região do colo uterino. Esse tipo de condição aumenta o risco do bebê crescer no útero. Podendo nascer prematuro e em casos extremos levar ao óbito.

O deslocamento é mais comum durante o terceiro trimestre de gravidez. Porém nada impede dele ocorrer depois de 20 semanas de gestação. Um dos sintomas do deslocamento é o sangramento vaginal. Porém o que dificulta muitas vezes é que o sangue fica retido no útero e acaba sendo imperceptível.

O útero fica mais sensível e a mulher sente muitas dores nas costas. A futura mamãe que está com deslocamento de placenta, possui uma gravidez de risco. Sendo assim é necessário repouso total durante a gestação, onde as chances de um parto prematura são grandes.

Pergunta dos leitores

O bebê fica dentro da Placenta?

placenta comer

Uma das formas de comer a Placenta.

Sim, pois é um órgão transitório fabricado pelo bebê e que a ele pertence. O bebê fica dentro da placenta, onde recebe a produção de hormônios, nutrientes e oxigênio. No momento do nascimento do bebê, o cordão umbilical é cortado e a placenta é expulsa do útero.

Cada bebê possui uma, onde a placenta não é um órgão fixo da mãe. Onde por isso após o nascimento do bebê é preciso retirá-la.

Comer Placenta faz bem?

Essa prática é chamada de placentofagia, e vem sendo considerada vantajosa por vários motivos. Como ajudando na reposição de ferro no organismo, o que melhora a disposição. Aumenta a produção de leite e afasta a depressão pós-parto.

Porém esses benefícios podem variar de mulher para mulher, por isso não é recomendável comer a placenta. Pois ela pode transmitir doenças infectocontagiosas. Além do org conter hormônios que podem não ser interessantes para os seres humanos.

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