Descolamento de Placenta – Causas, Diagnóstico,Tratamento e Prevenção

A gestação é um momento delicado e determinadas condições exigem uma atenção especial, como é o caso do descolamento de placenta. Então, para saber mais sobre esse problema, continue lendo e descubra tudo o que você precisa saber.

O que é o Descolamento de Placenta?

Depois do trabalho de parto e que o cordão umbilical é cortado, o corpo trabalha enviando um sinal para o útero para que ele saiba que a placenta não é mais importante. Nesse momento, a placenta começa a passar pelo processo de descamação da parece uterina. Ela se descola totalmente até sair pelo mesmo canal por onde o bebê saiu.

No entanto, em algumas mulheres essa descamação começa de forma prematura, quando o bebê ainda está lá dentro e precisa o abastecimento de nutrientes e oxigênio para se desenvolver.

Esse quadro, no qual a placenta inicia o processo de descamação do útero prematuramente é que é chamado de descolamento prematuro de placenta ou simplesmente descolamento de placenta.


Causas do descolamento de Placenta

Deslocamento de placenta causas

A causa específica do descolamento de placenta ainda não é totalmente conhecida pela medicina. No entanto, há uma corrente que acredita que ocorra o vazamento de pequenos vasos sanguíneos que estão na superfície da placenta. Isso faz com que se forme uma bolha de sangue ou hematoma ente a parede do útero e a placenta.

A presença do sangue diminui a conexão entre a essas duas áreas, tornando a sua separação mais fácil.

A ocorrência de traumas físicos no estômago, por exemplo, também pode contribuir para que a placenta se descole do útero.

Nos casos de poli-hidrâmio (excesso de líquido amniótico) também é comum haja o descolamento da placenta. Pois, quando a bolsa estoura e o liquido é perdido, o útero encolhe rapidamente. Isso faz com o que o corpo entenda que o bebê já nasceu e que a placenta já pode começar a se descolar.

Fatores de risco

Existem alguns fatores conhecidos que aumentam o risco de descolamento da placenta, que são:

  • Hipertensão: a pressão alta pode não ser específico da gestação (pré-eclâmpsia ou toxemia) nem estar relacionado à gravidez (hipertensão crônica).
  • Histórico de descolamento da placenta: caso já tenha ocorrido com a mulher uma gestação com descolamento de placenta, ela possui uma chance maior de que isso aconteça novamente. Caso já tenha tido dois ou mais casos, as chances sobem ainda mais.
  • Outras gestações: as mulheres vão ficando mais sujeitas a ter um descolamento de placenta quanto mais gravidez prévias tiveram.
  • Fumantes: as mulheres que fumam têm até 2,5 vezes mais probabilidade de passar por um problema de descolamento da placenta tão grave que pode ser fatal. Para aquelas que fumam um maço de cigarros por dia o risco aumenta em 40%.
  • Uso de drogas ilícitas (especialmente anfetaminas e cocaína). A chance de ocorrer o descolamento da placenta é de 1 a cada 10 mulheres que fazem uso da cocaína no primeiro trimestre de gestação. A cocaína presente no crack aumenta esse risco ainda mais.
  • Ruptura precoce das membranas: em algumas mulheres o rompimento da bolsa de líquido amniótico acontece antes das 36 semanas de gestação. Isso as torna 9 vezes mais propensas a sofrer um descolamento da placenta.

O que acontece quando é constatado o descolamento de placenta

O descolamento da placenta é uma condição que se apresenta com maior frequência no terceiro trimestre. Mas, também pode acontecer em qualquer outro estágio da gravidez após 20 semanas.

Vale lembrar que existe uma outra situação que também se chama descolamento. Acontece antes das 20 semanas de gestação, mas o procedimento difere para cada uma delas.

Então, quando o descolamento da placenta acontece próximo da data prevista para o parto, o mesmo será adiantado através da realização de uma cesariana, a fim de evitar  que a placenta se solte ainda mais.

Quando o bebê é prematuro e o descolamento é pequeno, a maior probabilidade é que o médico prefira esperar um pouco mais antes de realizar o parto. Então, é feito um acompanhamento cuidadoso da gestante e do bebê com a recomendação de repouso rigoroso, lembrando que existe a forte possiblidade de internação e uso de medicamentos.

Nos casos de um deslocamento mais leve somente a recomendação de repouso já é suficiente para a gestante.

Já quando essa condição acontece antes de completar 20 semanas de gestação, o que ocorre, na verdade, é o acúmulo de sangue entre o saco gestacional e a parede do útero, que é chamado de hematoma subcrônico.

De qualquer maneira, nessa condição também é indicado o repouso e o uso de hormônios vaginais, sendo que a chance do problema se solucionar é bastante grande sob essas condições.

Diagnóstico

Deslocamento de placenta tratamento

Quando a gestante está passando por um quadro de descolamento da placenta, os sintomas mais comuns são os seguintes:

  • Dor nas costas ou abdômen
  • Sangramento vaginal
  • Contrações
  • Batimento cardíacos do feto com anormalidade

Caso a mulher já esteja em trabalho de parto, o descolamento precoce pode fazer com que as contrações durem mais tempo. Também faz com que o útero fique duro ao ser tocado, ou permaneça nessa condição.

O fato é que o descolamento de placenta é uma condição um tanto difícil de ser diagnosticada. Apenas 60% a 75% das mulheres apresentam sinais, que frequentemente podem indicar outros problemas. Tais como ruptura uterina, placenta previa e outros.

Sendo assim, o diagnóstico de descolamento de placenta prematuro é feito é feito clinicamente através de observação médica.

Embora alguns exames, como o de ultrassom, possam ajudar, a maioria dos casos é diagnosticado pelos batimentos irregulares do bebê e pelas contrações uterinas que tendem a ser dolorosas.

Com a finalidade de excluir outras possibilidades que possam ser as causadoras desses sintomas, é utilizada a combinação de exame de ultrassonografia e observação médica detalhada.

Além disso, outro problema é que mesmo com o diagnóstico médico ainda pode ser difícil mensurar adequadamente a extensão da placenta que já descolou. Isso porque mesmo com sangramento vaginal a separação pode ser bem pequena ao passo que uma mulher que tem um sangramento moderado pode ter um descolamento total. Pois, o sangue normalmente fica preso no útero.

Tratamento do descolamento de Placenta

Não há como recolocar a placenta que já se separou na parede do útero novamente. Sendo assim, as opções para o tratamento desses casos vão depender de uma análise individualizada para cada caso.

Isso porque o tratamento recomendado vai depender da extensão do descolamento, da idade gestacional, da gravidade do caso e também da localização da placenta.

No entanto, o mais indicado normalmente é o repouso absoluto, que na maioria dos casos oferece um bom resultado. Se isso acontece nas primeiras semanas de gravidez é ainda maior a chance de que esse tratamento obtenha sucesso.

No entanto, quando ocorre perto da 30ª semana, os médicos passam a monitorar a mãe e o bebês. Esperam o máximo possível até a data do parto, caso isso não ofereça risco a nenhum deles.

A maioria dos partos sob essas condições costumam necessitar da realização de uma cesariana.

Prognóstico (Convivendo)

Durante a gestação é preciso realizar repouso, podendo ser repouso absoluto, de acordo com cada caso, e um acompanhamento médico cuidadoso da condição. Depois do parto a placenta perde sua utilidade e o problema não oferece mais possibilidade de complicações.

Como prevenir-se

Não existe uma maneira específica de prevenir o descolamento da placenta. Mas, o que as gestantes podem fazer é trabalhar para minimizar aqueles fatores de risco que foram citados anteriormente. Devem evitar fumar ou usar drogas, controlar a hipertensão e informando o médico sobre históricos da condição.

Pergunta dos leitores

Descolamento de Placenta no início da gravidez, é grave?

Não, normalmente quando isso ocorre no início da gravidez o tratamento é apenas o repouso. Nesse caso o problema de descolamento da placenta tende a resolver-se sozinho, não piorando com o avanço da gestação.

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